segunda-feira, 4 de maio de 2009

Trinta e uma vezes, sem juros...

Fato 1:
Semana passada fui surpreendido ao abrir o jornal Lance! e me deparar com a manchete "Torcedor é preso por fazer xixi". Na notíca, estava escrito que um torcedor foi detido por urinar no Maracanã, fora dos sanitários, após o primeiro jogo da final do Carioca.
Ontem, logo na saída da torcida do Flamengo, deparei-me com os "intocáveis" da polícia montada. O que me chamou a atenção foi a "bahuada" que os cavalos davam, sujando todos os arredores do maior do mundo.
Meu primo fez uma observação indiscutível em relação ao fato acima: "Os cavalos podem... com certeza são corruptos e estão metidos em mutretas, afinal, são da PM, né?"
Fato 2:
Um time que é campeão três vezes seguidas, emociona? Sim! Uma torcida que lota a arquibancada e empurra seu time, emociona? Sim!
Mas vi outra coisa, que pode parecer simples, mas que me emocionou bastante.
Ao termino do tempo normal, o torcedor tirou a camisa do Flamengo e ficou segurando na mão direita, de modo que o símbolo ficasse exatamente na palma. Antes de cada cobrança de pênalti, ele olhava para o símbolo e depois dava um beijo no mesmo. A cena se repetiu em todas as cobranças, até Bruno defender o chute de Leandro Guerreiro, fazendo o torcedor explodir de alegria.
Fato 3:
Fato 4:
Aqui no Rio, foi vice (de novo), mas, lá em SP, o Fogo conseguiu subir no pódio, como mostra a foto abaixo.
Fato 5:
Celular no Maracanã é a melhor coisa.
Serve pra você encontrar os amigos sem que precise ficar girando a camisa no ar. Serve para a sua mãe ligar, no momento mais importante do jogo, só para avisar que vai chegar mais tarde em casa. Serve também para os botafoguenses ligarem quando o time deles está em alta. Mas serve, principalmente, para eles NÃO ligarem quando o campeonato acaba!
Só que a melhor utilidade do celular no Maracanã é receber pequenos belos SMS's que te fazem rir nos momentos mais tensos do jogo! hehehe E em qualquer outro momento que você receba.
Fato 6:
Ô, tricolor! Pode esperar! O seu tri-vice vai chegar!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

S de Senna... S de Saudade

"1 de Maio de 1994, já se foram 15 anos. Já se foram 15 anos sem as belas manhãs de domingo. Se foram 15 anos sem o herói brasileiro. Não é um herói que veste uma armadura ou alguma capa, muito menos usa um elmo e nem é munido de superpoderes ou outras armas. Este herói, sobretudo, é um ser humano. Este usava um macacão vermelho com um capacete amarelo. Aahh, este possui sim uma arma, a mais tradicional delas: era um carro vermelho e branco. E este herói também possuía poderes, sim! O poder da superação, da garra, da coragem, da vontade de vencer! Este Herói, quando vencia, vestia verde e amarelo, e quando não estava no topo, também! Seu nome? Em sua identidade tinha como Ayrton Senna da Silva, mas, popularmente, este era conhecido por: AYRTON SENNA DO BRASIL! 15 anos sem o Ayrton. Naquele fatídico dia, nós descobrimos aquilo em que nunca acreditávamos: que os heróis também podem morrer. Naquele dia morreu um homem e nasceu uma lenda!" (Descrição da comunidade "Ayrton Senna" no orkut) Hoje, o capacete amarelo e o macacão vermelho já não são usados. A arma vermelha e branca já não é mais fabricada. As manhãs de domingo, por mais empolgantes que ainda sejam, não são como costumavam ser. Mas quantos não são os que acompanham Fórmula 1 até hoje por causa dele? Eu, Rafael, sou um. Quantos não são os que o têm como ídolo e exemplo a ser seguido? Quinze anos. Hoje, Senna dança valsa no céu. O traje de gala? Macacão vermelho e capacete amarelo. A música? Não pode deixar de ser o Tema da Vitória, introduzido pelos gritos de "Ayrton! Ayrton! Ayrton Senna do Brasil" do mestre de cerimônia. O príncipe? Para quê príncipe, se estamos falando de um REI? Senna não morreu... Está imortalizado em bilhões de corações. Mas uma coisa é certa, com o "S" de Senna, se escreve saudade...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Cheiros

Já notaram como são interessantes os cheiros? Eles nos fazem lembrar coisas, acontecimentos. E mais interessante ainda é o fato de associarmos alguns cheiros a coisas que na verdade não tem esse determidado cheiro. Confuso? Vou tentar explicar. Após uma discussão como essa, eu, minha amiga Fernanda e Carlos, o namorado dela, resolvemos fazer uma experiência. Após uns dias recolhendo coisas cheirosas (e neste ponto, "cheirosas" é apenas pelo fato de ter cheiro), eu e Carlos vendamos Fernanda. Em seguida, aproximei um tubo de protetor solar do nariz dela e pedi para que me dissesse que cheiro era aquele: - Cheiro de praia! - respondeu minha amiga, enquanto Carlos se divertia com a cena. Depois, foi a vez do cocô de cavalo, para delírio do rapaz. Ela, surpreendentemente, respondeu: - Humm... Cheirinho de hotel fazenda, sítio, sei lá... Então, peguei o peixe, comprado há 3 dias e esquecido fora da geladeira. Fernanda começou a dar risadinhas ao sentir o cheiro e eu, sem entender, indaguei: - Qual é a graça, Nanda? - Ah! Eu não acredito!! - ficando vermelha e rindo sem parar. - Não acredita em quê, garota? - Não acredito que o Carlos tirou a roupa, assim, na sua frente! (Agradecimentos às amigas Marcelle e Ana Paula, que riram da situação acima, o que me deu coragem de postar)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Minha resposta

Brasil, Portugal ou China... Em qualquer lugar do mundo. Longe ou perto, onde for, Ao perguntar-me, não durmo. Por que vivo? Quem eu sou? Entregue-me a solução, Quanto antes for possível, Uma luz ao coração. E o que é vida? O que é universo? Não sei, mas posso dizer: Acho a resposta nos versos.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cara de besta

Era apenas mais um fim de semana com o costumeiro almoço em família. Todos os tios, primos e demais familiares reunidos. As conversas rolando como sempre, enquanto Cadu, o mais velho dentre os netos, com 23 anos, se divertia com seu priminho mais novo, Marquinhos, de 7 anos. Cadu ria e brincava de modo que não se podia identificar quem era o mais criança entre os dois. Até o momento que Marquinhos ficou mais quieto. - O que foi, primo? Ficou quietão... – perguntou o mais velho, despenteando o outro. - Nada, to pensando aqui. – disse o garotinho enquanto arrumava o protótipo de moicano que o primo havia bagunçado. - E você pensa, é? Com 7 anos? Eu tenho 23 e ainda não aprendi a fazer isso! Marquinhos deu um sorriso leve e continuou: - O que é amor, Cadu? A pergunta pegou de surpresa o jovem rapaz. - Amor? Como assim, Marquinhos? Existem vários tipos de amor... - Amor de menino e menina! Igual de pai e mãe! - Rapaz... Isso é complicado! Por que a pergunta? - Nada, ué... Só queria saber. - Ok, vou tentar explicar, mas não espere muita coisa... Amor é quando você pensa sempre na outra pessoa. Quando ouve uma música e lembra dela, por saber que ela gosta dessa música, ou por saber que ela odeia essa música, ou, ainda, por não saber se ela gosta ou odeia a tal música. É quando você sempre encontra motivos para associar ela a alguma coisa que aconteceu no seu dia, mesmo que não tenha absolutamente nada a ver. É quando você vê um filme e imagina que ela é a protagonista perfeita e que você é o mocinho que vai fazer de tudo pra ela ficar feliz. É quando você muda todo o seu horário só pra ter dez minutinhos conversando com ela. É quando ela é a última pessoa que você pensa antes de dormir, isso se você conseguir dormir enquanto pensa nela. E, caso consiga, você terá sonhos que nunca imaginou ter, com coisas que nunca imaginou serem possíveis de acontecer, que te darão muitos motivos pra pensar. É quando você olha pra ela e o resto do mundo parece escurecer, porque você só enxerga ela e fica com cara de besta. Amor é... Ahh, sei lá, Marquinhos! Conseguiu entender alguma coisa? - Não... - É... Amor não se explica. Você só vai entender quando sentir. - E cadê a sua namorada? - Namorada, Marquinhos? Não tenho namorada! - Não? Nenhuma menina te faz isso tudo que você falou? - Eu não disse isso... Mas é confuso demais. Quando você for mais velho, te conto sobre minhas meninas. - Ah! É mais de uma, então?? Sabia!! Por isso que sua cara de besta está mais clara que o normal! – disse Marquinhos rindo e tentando imitar o tom do primo ao falar “cara de besta”. - Ô, Zé Mané! Deixa de ser abusado e curioso! Esquece isso! Aliás, estou pensando seriamente em fazer um penteado estiloso, igual o seu moicano aí, pra ver se faço mais sucesso com as garotas! Os dois riram e voltaram às brincadeiras e palhaçadas de antes.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sétima Arte

Já era noite em Hollywood e a chuva fina caía, molhando a rua deserta de uma das cidades cenográficas. Jennifer Love Hewitt fazia o caminho de volta para o estúdio central, estava louca para ir pra casa, mas ainda faltava a última cena do filme. Foi então que ela encontrou Adam Brody, seu par romântico no filme. Precisava evitá-lo, por isso desviou dele e acelerou o passo, mas o rapaz foi mais rápido e a segurou pelo braço. Foi quando ela disse: - O amor não é para mim, o amor é para quem acredita nele. (Pecado Original) - Adiantaria alguma coisa se eu te dissesse que ninguém no mundo pode amar tanto alguém como eu te amo? (Efeito Borboleta) - Não importa o quanto o vento sopre, a montanha jamais se curva diante dele. (Mulan)

- Mas... A vida passa muito depressa, se não paramos para curti-la, ela escapa por nossas mãos. (Curtindo a Vida Adoidado)

- Conheci um homem que disse uma vez que a morte sorri a todos nós. Tudo que podemos fazer é sorrir de volta... (Gladiador)

- Não tenha medo da morte, tenha medo da vida não vivida. (Vivendo na Eternidade)

- Sempre dói mais ter algo e perdê-lo do que não ter aquilo desde o começo. (O Caçador de Pipas) - Prefiro ter sentido seu cabelo uma vez, prefiro ter tocado sua mão uma vez, prefiro ter lhe beijado uma vez, do que passar a eternidade sem isso! (Cidade dos anjos)

- Até uma boa decisão, se for tomada por motivos errados, pode ser uma má decisão. (Piratas do Caribe)

- Você não entende nada de amor porque nunca soube o que é ceder . (Closer - Perto Demais) - As nossas cicatrizes têm o poder de nos recordar que o passado foi real. (Dragão Vermelho)

- A vida está diante de você e não das suas lembranças. (E se fosse verdade) - Se quer ser amado tem que ser merecedor desse amor. (Casanova) - Se não quiser parecer uma idiota, não merece se apaixonar. (De Repente é Amor) - Odeio não conseguir te odiar por mais que eu tente ou por menos que você faça... (10 Coisas que eu odeio em você)

- Antes você me pedir para parar de respirar, do que me pedir para eu deixar de te amar! (Tristão e Isolda)

- Você faz meu coração bater mais rápido e mais lento ao mesmo tempo. (Garota Veneno) - A gente não pode viver só e ser forte. A gente precisa ter alguém a quem segurar a mão! (Cenas de um Casamento) E os seus rostos se aproximaram lentamente, molhados pela chuva fina. Seus lábios se tocaram de forma suave. O beijo tão esperado foi se intensificando de forma gradual, até que... - Corta!!!! Muito bom pessoal! Mais um filme terminado! Os dois atores se soltaram e riram, abraçando o resto da equipe, até finalmente se abraçarem e Adam dizer: - Precisamos conversar, Jenny...

terça-feira, 17 de março de 2009

Mas, por que História?

- História... - Quê?!! Você faz faculdade de História?! Mas, por quê?! - Ué, como assim "por quê"? Eu fa... - Historiador não dá futuro! Vai acabar virando professor... - Mas é o que eu quero, ser professor. - Ah, não! Enlouqueceu de vez... Diálogos como esse repetiam-se com certa freqüência na vida do jovem. Ele já estava cansado da mesma ladainha sempre, ao ponto de não dar mais chances para acontecerem. Quando vinha aquela pergunta, ele respondia "Não sei, não serve pra nada, né?", e mudava de assunto. Como a maioria dos jovens, teve sim dúvidas sobre suas escolhas, mas manteve-se firme. E foi quando menos esperava, que ele ouviu, de uma pessoa que nunca vira antes, as palavras que lhe faltavam. Se antes ele tinha alguma dúvida, agora estava cheio de certeza. E o diálogo mudou... - História... - Quê?!! Você faz faculdade de História?! Mas, por quê?! - Porque eu serei professor! E é assim que eu vou mudar o mundo! "Acredite, nós podemos mudar o mundo!"